terça-feira, 3 de março de 2015

Vamos falar de interrogações.....

Vamos falar de interrogações.
Sim!
Falar das tantas questões que permitimos serem colocadas no nosso coração e que nos fazem ficar em certos momentos estagnados por causa da confusão que se estabelece no pensar.

Há os porquês.....
Os porquês nos levam para a constatação de que na maioria das vezes os motivos, as razões não são possíveis de serem conhecidas.
Os porquês nos levam ao confronto com a nossa inabilidade, incapacidade.....

Há os como......
Esses nos proporcionam reconhecer que as consequências existem em todas as situações, mesmo que muitas delas não sejam desejadas, mas ocorrem.

E os quando?
Essa interrogação nos conscientiza de nossa temporalidade, de que não temos o poder de acrescentar nem mesmo um segundo a uma situação prazerosa ou de diminuir um dia de uma dor.
O quando nos posiciona no tempo e no espaço e nos faz recear a imensidão de tudo que está ao nosso redor, por vermos que somos apenas participantes de toda uma complexidade do Criador.

Tem o popular que...
O que se camufla como pronome em certas respostas, mas não perde o seu poder interrogativo mesmo na afirmativa.
Ele apenas nos engana, nos dando uma falsa expectativa de que a resposta seja aquela, mas em poucos instantes o nosso coração atrela outro questionamento à afirmativa que contenha tal que.

E há muitas outras locuções que podem se conformar em questionamentos....
Difícil, não é?
As interrogações possuem até um sinal gráfico interessante, que revela sua sinuosidade, uma circunferência que caracteriza as tantas respostas que podem lhe ser dadas, mas para se chegar ao ponto mesmo, é necessário transpor um vazio...
Repare no ponto de interrogação....
Veja se não é isso?


Por isso que nós, meros humanos, limitados em nossa capacidade mental, interrompidos em nossa genialidade pela temporalidade, incapazes do saber total por causa do pecado original, corremos o risco de cair no abismo da angústia se não atentarmos para uma simples coisa:

- Todas as nossas interrogações já foram respondidas e temos que confiar no Autor das respostas.

Jó foi, ao momento final de sua provação, confrontado por Deus de um modo muito peculiar, que fez com que ele reconhecesse tudo o que acima descrevi, ou seja, que não há respostas eficazes aos porquês, como, quando, que ou o sinalzinho triste que dá forma aos questionamentos.

Deus valeu-se de interrogações em toda a Sua fala para que Jó pudesse erguer sua cabeça e vislumbrar a única RESPOSTA: o próprio Deus.

Leia os capítulos 38, 39, 40 e 41 do livro de Jó.

É muito interessante ver Deus utilizando-se daquilo que nós mais tememos para poder nos ensinar. Não adianta fugirmos da didática divina, afinal, Ele é soberano.

Falando então de interrogações, há apenas uma atitude ante elas, que é admitirmos tal qual Jó:

“Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos Teus planos pode ser frustrado.
Meus ouvidos já tinham ouvido a Teu respeito, mas agora os meus olhos Te viram. Por isso me menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42.2, 5-6).

Ou seja, reconheçamos que Deus está nos ENSINANDO algo mais por meio do que vivenciamos e jamais permitamos que as perguntas sejam respondidas pela nossa vã maneira de pensar ou fragilidade humana.
Pelo contrário, que elas possam ser respondidas pelo autor das mesmas: DEUS.
Pois o que Ele mais deseja é que estejamos mais e mais parecidos com Ele, com nossa mente transformada por completo, para que possamos ser úteis aos que estão ao nosso redor, vivamos para adorá-Lo e, principalmente, SEJAMOS FELIZES!

Deus lhe abençoe!!!!!!!

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Ana Paula Pinheiro de Oliveira
25-07-2011
17h46min

A imagem utilizada neste texto é de Dave Cutler, cujo tema é Curiosity, disponível em http://muuficom.tumblr.com/post/10513542847/darksilenceinsuburbia-dave-cutler-curiosity.

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