terça-feira, 31 de março de 2015

EMAÚS

Quantas vezes estamos como os dois discípulos que caminhavam pela estrada para Emaús!
Permitimos que a desesperança faça morada em nossos corações e voltamos para o lugar da comodidade, da mesmice, só porque os fatos não acontecem como desejávamos que fosse.
Pensamos que o agir de Deus deve ser conforme o nosso querer.
E, por não acontecer, não percebemos o milagre que já aconteceu!
Pense!
Aqueles dois discípulos estavam comentando no caminho sobre a tristeza da morte do mestre deles e, em meio às suas palavras, falaram sobre a ressurreição, só que não perceberam a grandeza desse fato, dando mais valor à morte de Cristo.
Pense!
Não é assim que agimos muitas vezes?
Olhamos mais para o fato ruim, para o triste e deixamos de perceber o milagre que já aconteceu?
Mas Cristo não nos deixa!
Ele vem ao nosso encontro SEMPRE.
Vem e primeiro faz com que falemos de nossas angústias, tristezas, dores.
E depois, nos faz lembrar de Sua Palavra, frase por frase, onde promessas foram escritas e Ele é fiel para cumpri-las.
Sentimos a Sua presença, o calor do Espírito aquece nossos corações e, então, percebemos o milagre.
Percebemos o quão ingênuos fomos em priorizar a dor em detrimento da promessa.
Percebemos o quão fúteis fomos em priorizar a morte em detrimento do milagre.
Acredite!!!!
Abra os seus olhos e veja: Ele está do seu lado!
Abra o seu coração: Ele quer entrar!
Paz!


NÃO LOCALIZEI O NOME DO ARTISTA DESTA IMAGEM
FONTE: SITE CATÓLICO.


No caminho, duas pessoas.
Caminhavam não distraídos, mas com os corações inquietos, pesarosos, sem compreender os fatos e nem mesmo as respostas das indagações.
Caminhavam debatendo sobre as dores e o que lhe havia provocado.
Caminhavam em direção de mais perguntas, distanciando-se da balbúrdia, procurando a comodidade.
Caminhavam sem dar ouvidos ao que haviam lhes falado, sem crer no que já havia sido pronunciado, sem ver o milagre.
Caminhavam descontentes por não ter o mestre sido o que eles desejavam.
Caminhavam....
Corações pesados!
Olhos fechados!
No caminho, duas pessoas?
Não!
Agora são três.
O terceiro vai ao encontro deles.
O terceiro aproxima-se.
O terceiro questiona mesmo sabendo do que se passava em seus corações.
O terceiro quer ouvi-los.
O terceiro vai utilizar suas próprias inquietações para poder mostrar a direção certa.
O terceiro então fala..... 
Palavra por palavra repete o que já lhes falara.
O terceiro lhes aquece com as palavras e presença os seus corações.
O terceiro não diz quem é e nem eles reconhecem.
O terceiro.......
Coração cheio de amor!
Olhos abertos para a dor de ambos!
No caminho, a parada.
Entram na casa... convidam o terceiro.
Entram na casa.... alimentam-se.
Entram na casa.... o pão é partido....
Entram na casa.... os olhos são abertos...
Entram na casa.... reconhecem: o terceiro é o MESTRE!
Corações alegres!
Olhos abertos!
Retornam ao rebanho!

- Por Ana Paula Pinheiro de Oliveira
Em 31/03/2013 às 17h20

IMAGEM: Não localizei o nome do artista, mas copiei de um site católico.

terça-feira, 3 de março de 2015

Vamos falar de interrogações.....

Vamos falar de interrogações.
Sim!
Falar das tantas questões que permitimos serem colocadas no nosso coração e que nos fazem ficar em certos momentos estagnados por causa da confusão que se estabelece no pensar.

Há os porquês.....
Os porquês nos levam para a constatação de que na maioria das vezes os motivos, as razões não são possíveis de serem conhecidas.
Os porquês nos levam ao confronto com a nossa inabilidade, incapacidade.....

Há os como......
Esses nos proporcionam reconhecer que as consequências existem em todas as situações, mesmo que muitas delas não sejam desejadas, mas ocorrem.

E os quando?
Essa interrogação nos conscientiza de nossa temporalidade, de que não temos o poder de acrescentar nem mesmo um segundo a uma situação prazerosa ou de diminuir um dia de uma dor.
O quando nos posiciona no tempo e no espaço e nos faz recear a imensidão de tudo que está ao nosso redor, por vermos que somos apenas participantes de toda uma complexidade do Criador.

Tem o popular que...
O que se camufla como pronome em certas respostas, mas não perde o seu poder interrogativo mesmo na afirmativa.
Ele apenas nos engana, nos dando uma falsa expectativa de que a resposta seja aquela, mas em poucos instantes o nosso coração atrela outro questionamento à afirmativa que contenha tal que.

E há muitas outras locuções que podem se conformar em questionamentos....
Difícil, não é?
As interrogações possuem até um sinal gráfico interessante, que revela sua sinuosidade, uma circunferência que caracteriza as tantas respostas que podem lhe ser dadas, mas para se chegar ao ponto mesmo, é necessário transpor um vazio...
Repare no ponto de interrogação....
Veja se não é isso?


Por isso que nós, meros humanos, limitados em nossa capacidade mental, interrompidos em nossa genialidade pela temporalidade, incapazes do saber total por causa do pecado original, corremos o risco de cair no abismo da angústia se não atentarmos para uma simples coisa:

- Todas as nossas interrogações já foram respondidas e temos que confiar no Autor das respostas.

Jó foi, ao momento final de sua provação, confrontado por Deus de um modo muito peculiar, que fez com que ele reconhecesse tudo o que acima descrevi, ou seja, que não há respostas eficazes aos porquês, como, quando, que ou o sinalzinho triste que dá forma aos questionamentos.

Deus valeu-se de interrogações em toda a Sua fala para que Jó pudesse erguer sua cabeça e vislumbrar a única RESPOSTA: o próprio Deus.

Leia os capítulos 38, 39, 40 e 41 do livro de Jó.

É muito interessante ver Deus utilizando-se daquilo que nós mais tememos para poder nos ensinar. Não adianta fugirmos da didática divina, afinal, Ele é soberano.

Falando então de interrogações, há apenas uma atitude ante elas, que é admitirmos tal qual Jó:

“Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos Teus planos pode ser frustrado.
Meus ouvidos já tinham ouvido a Teu respeito, mas agora os meus olhos Te viram. Por isso me menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42.2, 5-6).

Ou seja, reconheçamos que Deus está nos ENSINANDO algo mais por meio do que vivenciamos e jamais permitamos que as perguntas sejam respondidas pela nossa vã maneira de pensar ou fragilidade humana.
Pelo contrário, que elas possam ser respondidas pelo autor das mesmas: DEUS.
Pois o que Ele mais deseja é que estejamos mais e mais parecidos com Ele, com nossa mente transformada por completo, para que possamos ser úteis aos que estão ao nosso redor, vivamos para adorá-Lo e, principalmente, SEJAMOS FELIZES!

Deus lhe abençoe!!!!!!!

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Ana Paula Pinheiro de Oliveira
25-07-2011
17h46min

A imagem utilizada neste texto é de Dave Cutler, cujo tema é Curiosity, disponível em http://muuficom.tumblr.com/post/10513542847/darksilenceinsuburbia-dave-cutler-curiosity.