quarta-feira, 23 de abril de 2014

Aquilo que nos dá esperança...

Fazer uma foto é registrar um instante do passado, a fisionomia de alguém, a beleza de uma paisagem ou a magia de um detalhe.
Quantas vezes paralizamos, direcionamos os olhos à câmera, procuramos a melhor posição e após o "clic", voltamos a nos mover (ou não) no mesmo compasso da vida que por um momento "parou" para fazer a tal imagem que perdurará.
E se por acaso virmos que o instante feito não ficou bonito, agradável aos olhos, não revelamos, apagamos, deletamos e guardamos apenas o bonito, o alegre, o colorido.
E mais!
Temos ainda a condição de melhorar a imagem feita!
Sim!
Um ajuste aqui, outro ali, uma modificação em um detalhe ou cor e, pronto, a foto fica ainda mais agradável de ser vista e, até mesmo, exposta.
E é esse instante do passado que é guardado e lembrado todas as vezes que folheamos os álbuns fotográficos.

Pensando nisso, uma pergunta eu me fiz:
- Porque não fazemos o mesmo com as nossas lembranças?

Temos o triste hábito de registrar em nossa memória as imagens das lágrimas, da destruição, do medo, das caretas (no sentido de feiúra) da vida.
E são elas que sempre vemos nos momentos de solitude e/ou solidão, quando procuramos ver os álbuns da memória.
Não tem jeito!

Tínhamos que agir do mesmo modo que fazemos com as fotos reais, ou seja, permitir que sejam feitas imagens na memória apenas da felicidade, das qualidades do outro, do horizonte de esperança e, principalmente, do nosso Deus.
Deveríamos utilizar os recursos espirituais para trazer cor e qualidade ao fato, à pessoa, ao que desagrada.
Sim!
Afinal, a câmera fotográfica da memória está em nossas mãos e temos à disposição todas as tecnologias espirituais necessárias para fazer as melhores fotos.

Portanto, paremos de registrar apenas o feio, o triste, o desagradável, a agonia, o impossível!
Que tenhamos o cuidado de dar o "clic" naquilo que "nos dá esperança"!


Deus lhe abençoe!!!!

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ANA PAULA PINHEIRO DE OLIVEIRA
23-04-2014 às 20h02