quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Aos pés do Amado

Parece que não há uma luz
e a angústia arde no coração.
Lágrimas que não são vistas produz
e os passos caminham na solidão.

Parece que a estrada é sem fim,
que as falácias é que são a realidade.
O que é "não" quer tornar-se "sim"
e a mentira quer manchar a verdade.

Parece que não há mais resistência à dor.
Um grito quer se extravasar.
Tudo leva ao medo ou pavor
e a mente só faz indagar.

Parece....
Sim!
Parece...

Mas para o justo há uma luz
e para a angústia uma solução.
As lágrimas aos céus uma oração produz
e passos do seu lado consigo andarão.

Pois na estrada que supõe-se não ter fim
e para as falácias da inverdade,
há uma Palavra que proclama o "sim"
e que vem do Trono da Santidade.

Toda a dor é então sanada
e o medo perde o seu vigor.
A alma encontra uma guarida
e entoa sussurros de louvor.

E, assim, mesmo fraca, abatida,
deleita-se aos pés do Seu Amado.
Depõe-se por inteira ali rendida
e espera o amanhecer desejado.

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A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia.
- Provérbios 4.18

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     É interessante notar como que em tudo há algo para se aprender.
     Até mesmo nas nossas fraquezas tiramos lições.
     Por nos entregarmos ao desespero e à angústia, praticamos e falamos coisas que nos fazem arrependermo-nos de ter feito.
     Mas, também, aprendemos sobre o que é estar aos pés de Deus e entregar tudo a Ele, como nunca poderíamos ter aprendido se não fosse o momento de tribulação que passamos.
     Não podemos nos entregar às situações ou ao que ouvimos, devemos sempre nos entregar a Deus e permitir que o Seu amanhã aconteça.
     E este amanhã vai surgir tal qual uma alvorada, gradativamente.
     
     "Obrigada, Pai!"

     Em Cristo,

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