segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Ainda que... Sempre...


Ainda que tudo pareça sem solução...
Ainda que venha a fadiga, a decepção...
Ainda que a estrada esteja inacabada...
Ainda que os passos pesem na jornada...
Ainda que a angústia pareça não ter fim...
Ainda que para as lágrimas tristes haja o sim...
Ainda que no corpo se sinta a dor...
Ainda que por momentos venha o pavor...
Ainda que não veja a luz...
Ainda que pesada seja a cruz...


Sempre darei a Deus a adoração.
Sempre entregarei a Deus minha total devoção.
Sempre permanecerei nessa caminhada.
Sempre terei minha vida a Ele consagrada.
Sempre dedicarei tudo a Ele enfim.
Sempre o querer de Deus permitirei em mim.
Sempre a Deus expressarei meu amor.
Sempre para Ele será o louvor.
Sempre darei graças pela cruz.
Sempre serei de Deus, pois Ele me redimiu em Jesus.


Aleluia!!!!!!!!!!!!!!


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Escrita há alguns anos em um culto de domingo na AD em Itaperuna-RJ.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Aos pés do Amado

Parece que não há uma luz
e a angústia arde no coração.
Lágrimas que não são vistas produz
e os passos caminham na solidão.

Parece que a estrada é sem fim,
que as falácias é que são a realidade.
O que é "não" quer tornar-se "sim"
e a mentira quer manchar a verdade.

Parece que não há mais resistência à dor.
Um grito quer se extravasar.
Tudo leva ao medo ou pavor
e a mente só faz indagar.

Parece....
Sim!
Parece...

Mas para o justo há uma luz
e para a angústia uma solução.
As lágrimas aos céus uma oração produz
e passos do seu lado consigo andarão.

Pois na estrada que supõe-se não ter fim
e para as falácias da inverdade,
há uma Palavra que proclama o "sim"
e que vem do Trono da Santidade.

Toda a dor é então sanada
e o medo perde o seu vigor.
A alma encontra uma guarida
e entoa sussurros de louvor.

E, assim, mesmo fraca, abatida,
deleita-se aos pés do Seu Amado.
Depõe-se por inteira ali rendida
e espera o amanhecer desejado.

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A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia.
- Provérbios 4.18

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     É interessante notar como que em tudo há algo para se aprender.
     Até mesmo nas nossas fraquezas tiramos lições.
     Por nos entregarmos ao desespero e à angústia, praticamos e falamos coisas que nos fazem arrependermo-nos de ter feito.
     Mas, também, aprendemos sobre o que é estar aos pés de Deus e entregar tudo a Ele, como nunca poderíamos ter aprendido se não fosse o momento de tribulação que passamos.
     Não podemos nos entregar às situações ou ao que ouvimos, devemos sempre nos entregar a Deus e permitir que o Seu amanhã aconteça.
     E este amanhã vai surgir tal qual uma alvorada, gradativamente.
     
     "Obrigada, Pai!"

     Em Cristo,

domingo, 4 de agosto de 2013

Sinais de pontuação no texto da vida...

Na gramática da vida os sinais de pontuação têm a mesma utilização.
Ponto, interrogação, exclamação, vírgula e tudo mais.
Nenhum deles diferencia seu modo de agir quando são utilizados na dissertação do viver.
A interrogação coloca seu tom de dúvida e faz com que entoemos nossa vida com a sonoridade da inquietação, por sempre estar querendo respostas, convicções até mesmo sobre o que não tem o que se explicar.
Tem a exclamação, que traz toda sua riqueza de emoções, pois nos faz viver o espanto, a surpresa, a dor e até mesmo a raiva. Com ela evocamos, gritamos, silenciamos.
Com o apóstrofo suprimos os medos que nascem durante o nosso viver e que devem ser escondidos para que a jornada possa realmente ser prazerosa.
Se estamos cansados, precisando de uma pausa rápida, mas ao mesmo tempo um pouco demorada (meio ilógico isso até) para poder dar aquela inspiração profunda, temos o ponto e vírgula no nosso viver. Ele nos proporciona esse momento rápido de oxigenação.
Fato que a vírgula não nos proporciona por completo, pois esta é rápida. Muita das vezes nem percebemos sua participação nessa redação da vida e não lhe damos o devido valor. Pois ela é quem dá a cadência da entoação das frases da vida e, também, mesmo que sejam rápidas suas ações, é ela quem faz com que as frases da vida tenham verdadeiro significado.
E quando pequenas explicações são necessárias para que se compreenda o relato do viver, os parênteses logo se apresentam e acrescem palavras que na maioria das vezes nem são tão essenciais, mas que precisam aparecer.
Se precisamos listar intenções, critérios de escolha, até mesmo opções de decisão, é nesse momento que os dois pontos são usados para que não perca sentido o que se escreve no relato da vida.
Agora, ponto final não existe na vida. Pois quando esse é colocado no texto, significa que a vida acabou, a vida não tem mais como prosseguir. Por isso, evitamos usá-lo sempre. Na verdade, temos até medo quando ele se pronuncia em dados momentos da vida finalizando algumas frases. E para não terem a conotação de fim, triplicamos esse ponto e transformamo-lo em reticências.
Sim!
Pois as reticências trazem aquele suspiro, aquela sensação de que ainda há algo, ainda não acabou.
Camuflam de um modo misterioso o futuro, sem trazer a insegurança. Pelo contrário, esses três pontinhos sequenciais sempre nos fazem ter vontade de continuar, prosseguir. Jamais parar!
Enfim, o que jamais podemos esquecer ao utilizar esses e todos os outros sinais gráficos na dissertação do nosso viver é apenas uma coisa: NÓS SOMOS O TEMPO TODO LIDOS!
Outros lerão cada uma das palavras que expressamos no viver.
E, dependendo do que estivermos escrevendo, mais leitores nós teremos ou não.
Por isso, utilizemos com sabedoria todas as pontuações que Deus tem nos dado, para que nossas vidas sejam relatadas de tal forma que sua história perdure na memória de muitos.

Deus lhe abençoe!!!!!!!

"Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos." (2Co 3.3)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Quando.......


Quando sonhamos,
sempre acordamos.
Quando acordamos,
o que foi que sonhamos?

Quando queremos,
não sabemos.
Quando sabemos,
já não queremos.

Quando desistimos,
esvai-se o que conseguimos.
Quando conseguimos,
é porque não desistimos.

Quando compreendemos,
convictas decisões vivemos.
Quando vivemos,
nem tudo compreendemos.

Quando caminhamos,
é porque amamos.
Quando amamos,
lado a lado caminhamos.


Por Ana Paula Pinheiro de Oliveira