terça-feira, 11 de junho de 2013

As nossas fraquezas nos ensinam a nos apoiar na força de Deus.

Questionar toda uma situação que foge do nosso controle é o que automaticamente nossa mente faz. 
Pois em certos momentos o que vivenciamos nos revela a impotência e a nulidade do que possamos pensar, agir, falar... 
Tudo nos direciona para uma incompreensão, até mesmo para a beira do abismo da incredulidade. 
Lágrimas molham interiormente o medo, a angústia, as interrogações que toda uma situação faz com que nasçam. 
Mas tais lágrimas acabam se evidenciando e expondo nossa fragilidade. 
Não gostamos! 
Queremos nos mostrar superiores... 
Caminhamos procurando não olhar para frente, pois a escuridão à frente nos deixa com mais medo e nossos olhos acabam visualizando sombras tenebrosas, que aumentam as sensações ruins que estão no interior. 
Caminhamos com passos até morosos, sem convicção de onde devemos pisar. 
Esquecemo-nos do dia a dia, dos afazeres e de nós mesmos. 
A vontade é de apenas extravasar um grito que diz: PARA!
Parar? 
Sim! 
Um grito que deseja que o tempo pare e regrida até momentos onde poderíamos ter feito algo mais, ter agido de forma diferente, ter falado palavras que não foram ditas...
Um grito que deseja que o tempo pare e regrida até o exato momento em que a dor nasceu e possamos de alguma forma modificar toda a situação que a causou e não permitir que tal dor nascesse. 
Mas não temos esse poder, capacidade... 
Mesmo em meio a muitos, nos sentimos sozinhos. 
As vozes ecoam e retumbam no vazio que apenas nós mesmos sabemos que ele ali está. 

Nosso coração fala tal qual o salmista: 
Deus, “Tristezas de morte me cercaram, e torrentes de impiedade me surpreenderam.” (Sl 18.4), "Tira a minha alma da prisão," (Sl 142.7a). 


E Ele tira! 
No Seu tempo Ele vem! 
Alimenta-nos enquanto ali estamos. 
Embala-nos suavemente e ouvimos Dele a mais bela canção de amor. 
E no tempo que por Ele já está determinado, a “prisão” é aberta... 
Ele não está longe! 
Por mais que alma solicite para que fuja de toda a realidade, nosso espírito clama em meio a essa fraqueza e deposita toda sua confiança no Seu Criador. 
Na escuridão do caminho, Ele faz brilhar uma luz que é a pura revelação do Seu amor por nós: Cristo! 
É Ele que vem! 
Sim! 
No meio das sombras tenebrosas, há um que não é uma delas, é Ele. 
É Cristo vindo em meio à escuridão e estendendo Sua mão para que possamos chegar mais próximo Dele e recebermos Seu abraço. 
Ele quer fazer isso! 
Abraçar-nos! 
Colocar-nos em Seus braços e nos levar. 
Pois sabe que não temos condições físicas, emocionais e espirituais até. 
Ele sabe! 
Ele nos criou! 
Ele nos amou! 
Ele veio aqui e essa “prisão” também vivenciou... 
Por isso que compreende as lágrimas que jorram. 
Compreende... 
Então, aceitemos essa mão estendida e permitamos que Ele nos abrace e nos leve durante essa momentânea estrada escura. 
Deixemos que Ele mostre todo Seu poder e ação. 
E no final desse momento, as respostas para todos os questionamentos virão e vivenciaremos a alegria de estar participando da melhor que Deus tem em Sua Soberania. 

Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.” (Sl 139.11-12)

Deus lhe abençoe!!!

- Por ANA PAULA PINHEIRO


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