quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

“... e Ele me responde.” (Sl 120.1b)

“Eu clamo pelo Senhor na minha angústia, e Ele me responde." (Salmo 120.1)

Por causa de calúnias e isolamento, o salmista expressa no Salmo 120 toda a sua angústia e suplica por um castigo aos que lhe caluniam e que este não seja por suas mãos e sim que venha diretamente da justiça divina.
Os versos declaram sua dor diante do que falam, deixando transparecer que não são pessoas estranhas, demonstra que se sente isolado e distante do seu lar, além de não ser compreendido nos seus desejos. Não utiliza de tons queixosos, reclamações, mas expõe tudo como um clamor ao Único que realmente poderia lhe dar a paz e justiça tão necessárias.
Eu clamo pelo Senhor na minha angústia, e Ele me responde. (Sl 120.1)
Reconhece que somente Nele estaria o alívio buscado, principalmente o da paz, mesmo que no término do Salmo não leiamos nenhuma alusão que esta tenha vindo.
Tal qual o salmista, estamos distantes do nosso lar, vivemos em um mundo pecaminoso, que demonstra todo o domínio que o maligno tem sobre ele e isso acarreta dias de tristeza e infortúnio em certos momentos.
Cristo, conhecedor desse fato, em Sua oração já suplicou ao Pai “Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do maligno.” (Jo 17.15), nos garantindo condições que nos dão condições de reconhecer que mesmo que a resposta não venha conforme nossa vontade, nós “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito.” (Rm 8.28).
Viver essa teologia, ou seja, de louvor e gratidão a Deus, de não apenas falar da paz, mas vivenciá-la dia-a-dia, de reconhecer a justiça divina em tudo que nos ocorre, não é impossível.
Basta fazermos como o salmista: clamar e esperar.

Um comentário:

Anônimo disse...

oi Ana!
Para os que tem uma intimidade com o Senhor, conseguem ver o seu agir, seu mover em meio a tempestade e tribulações.
Hoje posso dizer com experiencia e não só de ouvir falar.
Excelente texto.
Em Cristo
Andréia