sábado, 28 de dezembro de 2013

Descansar....


Descansar...
Verbo, ou seja, uma palavra que encerra a ideia de uma ação.
Mesmo que a imagem que esse verbo traga à mente de muitos seja de inércia, languidez, indolência, não é o que o salmista expressou ao dizer: "Descansa somente em Deus, ó minha alma!" (Sl 62.5)
Neste caso, compreende a ação de apoiar, assentar, pôr em descanso, livrar da fadiga ou do cuidado, tranquilizar
Descansar é sossegar em meio à tempestade e reconhecer que não estamos no comando.
Descansar é aquietar-se mesmo que a escuridão nos deixe perdidos e esqueçamos que quem nos guia não somos nós mesmos.
Descansar...
O que nos impede de plenamente viver esse descanso é uma outra palavra: MAS.
Ô palavrinha terrível!
Ô adverbiozinho que nos mostra nossa condição humana, que é pobre, fraca, sem condições de nada.
Ele traz à tona questionamentos desnecessários.
Coloca a dúvida acima da fé.
Posiciona o desespero de novo à frente de tudo e faz com que as lágrimas rolem.
MAS...
Palavrinha que nos condiciona em todos os instantes a não saber o que ver, crer ou saber.
Chega!!!!
Afinal, se queremos realmente DESCANSAR, devemos nos deixar ser levados pelos braços divinos e isso requer NÃO DUVIDAR.
Nossas verdades não são nada!
Nossas palavras e ações são pífias diante da grandeza e poder divinos.
Não podemos permitir que o desânimo nos domine e nos leve sempre à beira do abismo do desespero.
Não!
Precisamos de DEUS!
Essa é a verdade!
Aquietemo-nos e sosseguemos Nele!
Sintamos a Sua Paz... afinal, Ele é nosso Salvador!
E que possamos ouvir Sua voz, pois Ele fala.
E precisamos sempre ouvi-Lo para poder dar mais um passo.
Sim!
Um passo apenas...
E passo a passo caminhamos para nosso alvo, que é a eternidade com Cristo!
E lá vamos DESCANSAR!

Em Cristo,

ANA PAULA PINHEIRO DE OLIVEIRA

sábado, 7 de dezembro de 2013

Compondo com a Bíblia

Escrevi essa mensagem abaixo com várias passagens bíblicas para uma menina mais do que preciosa para mim...
Ela passava por uma situação muito triste, de calúnias e decepções.
Orando, pedi a Deus algo para poder confortar e fortalecer sua alma.
E na Sua Palavra eu ‘pesquei’ tais versículos e compus esse texto...
Prova de que Ela é a PROFECIA que necessitamos buscar e viver.
Sei que essas palavras, que são eternas, também podem alcançar o seu coração.
Deus lhe abençoe!!!!!


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“... todo o teu ser estremece.
‘Até quando, Senhor, até quando?’
Estás exausta de tanto gemer.
De tanto chorar inundas de noite a tua cama; de lágrimas encharcas o teu leito.
Os teus olhos se consomem de tristeza; fraquejam por causa de todos os teus adversários.
Até quando o Senhor se esquecerá de ti?
Até quando esconderá de ti o Seu rosto?
Até quando terás inquietações e tristeza no coração dia após dia?
Até quando os teus inimigos triunfarão sobre ti?
Porém...
O Senhor é a tua rocha, a tua fortaleza e o teu libertador.
O teu Deus é o teu rochedo, em quem deves refugiar.
Ele é o teu escudo e o poder que te salva, a tua torre alta.
Protege-te como a menina dos Seus olhos; esconde-te à sombra das Suas asas.
O Senhor é a tua luz e a tua salvação; de quem terás temor?
O Senhor é o teu forte refúgio; de quem terás medo?
Ainda que um exército se acampe contra ti, não temas em teu coração; assim que se declare guerra contra ti, mesmo assim esteja confiante.
Pois no dia da adversidade Ele te guardará protegida em Sua habitação; no Seu tabernáculo te esconderá e te porá em segurança sobre um rochedo.
Este é o Deus cujo caminho é perfeito; a Palavra do Senhor é comprovadamente genuína.
Ele é um escudo para todos os que Nele se refugiam.
Pois quem é Deus além do Senhor?
E quem é rocha senão o nosso Deus?
Ele é o Deus que te reveste de força e torna perfeito o teu caminho.
Torna os teus pés ágeis como os da corça; sustenta-te firma nas alturas.
Ele trina as tuas mãos para a batalha e os teus braços para vergar um arco de bronze.
Ele te dá o Seu escudo de vitória; Sua mão direita te sustém; desce ao teu encontro para te exaltar.
Desde que nasceste foste entregue a Ele; desde o ventre materno Ele é o teu Deus.
Não fique distante de Dele...
Confia no Senhor e faça o bem; assim habitarás na terra e desfrutarás segurança.
Deleita-te no Senhor, e Ele atenderá os desejos do teu coração.
Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e Ele agirá.
Descansa no Senhor e aguarde por Ele com paciência.
Que a tua esperança esteja no Senhor; Ele é o teu auxílio e a tua proteção.
Que Nele se alegre o teu coração.
Pois Ele mudará o teu pranto em dança, a tua veste de lamento em veste de alegria, para que o teu coração cante louvor a Ele e não se cale.
Coloque toda a tua esperança no Senhor, Ele se inclinará para ti e ouvirá o teu grito de socorro.
Ele te tirará de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; porá os teus pés sobre uma rocha e te firmará num lugar seguro.
Porá um novo cântico na tua boca, um hino de louvor.
Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado e contrito.
Que Ele crie em ti um coração puro e renove dentro de ti um espírito estável.
Devolva-te a alegria da Sua Salvação e sustente-te com um espírito pronto a obedecer.
Entregue as tuas preocupações ao Senhor e Ele te sustentará; jamais permitirá que venhas a cair.
Ele é a tua força, por Ele aguarde, Ele é o teu alto refúgio.
O teu Deus fiel virá ao teu encontro e permitirá que triunfes sobre os teus inimigos.
Recordarás os feitos do Senhor, recordarás os Seus antigos milagres.
Medite em todas as Suas obras e considere os Seus feitos.
Teus lábios transbordarão de louvor, pois Ele te ensinará os Seus decretos.
A tua língua cantará a Sua palavra, pois todos os Seus mandamentos são justos.
Então, anuncie a Sua glória entre as nações, seus feitos maravilhosos entre todos os povos!
O Senhor cumprirá o Seu propósito para contigo!
O Seu amor permanecerá para sempre, não abandones as obras de Suas mãos.
És geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo escolhido de Deus para anunciar as grandezas Daquele que te chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.
O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o Seu rosto e de dê paz.”

Amém!

Salmos 6.3; 6.6-7; 13.1-2; 18.2; 17.8; 27.1; 27.3; 27.5; 18.30-35; 22.10-11; 37.3-5; 37.7; 37.20-21; 40.1-3; 51.17; 51.10; 51.12; 55.22; 59.9-10; 77.11-12; 119.171-172; 96.3; 138.8
1ª Pedro 2.9
Números 6.24-26



domingo, 1 de dezembro de 2013

Olhando para o alvo

Nos momentos de aflição 
e que nos sentimos até sem chão, 
há apenas uma coisa a se fazer: 
em Deus totalmente crer. 


Não há infortúnio ou infelicidade, 
até mesmo nenhuma calamidade, 
que não permita o Seu agir, 
ou faça Sua fidelidade diminuir. 


Então corra para os Seus pés 
e não permita que nenhum revés 
faça com que desvies sua atenção 
de quem realmente pode lhe dar a mão. 


Permita que Ele um afago lhe faça 
e saiba que em tudo manifesta Sua graça. 
Se diante de você difícil tudo está, 
deixe que o impossível Ele resolverá. 


E quando toda a situação passar 
poderá a todos a alegria demonstrar. 
Entregue agora a Ele toda sua dor 
e certamente sentirás o Seu amor.

- Por Ana Paula L Pinheiro de Oliveira

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"tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé."

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

.... nem sei que título dar!

Tenho lido repetidas vezes essa semana as cartas de Paulo a Timóteo.
E hoje, depois de conversar com minha prima Eliude (pena que virtualmente - seria tão bom estarmos mais próximas) sobre algumas coisas que estão dizendo aqui na rede social, lembrei-me de alguns conselhos bíblicos que Paulo deu a esse jovem pastor.
No início da primeirra carta ele diz a Timóteo que sua intenção em lhe pedir para que ficasse em Éfeso foi para que ordenasse às pessoas para que "deixassem de dar atenção a mitos ..., que causavam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé." (1Timóteo 1:4 - modifiquei o tempo verbal).
Pois bem....... com o advento das redes sociais, mais facilmente se proliferam certos "mitos" sem que se tenha o devido cuidado de procurar a fonte de origem verdadeira do que está sendo compartilhado.
Nem brincar sadiamente se pode mais!!!!!!!!
Pois em tudo existe um certo "mal oculto", que nos prende nas suas garras e, por causa disso, é necessário fazer certos "mantras espirituais" para que seja quebrada, assim, a maldição.
Isso tudo só revela que o estudo sistemático, exegético, devocional da Palavra de Deus tem sido desmerecido, facilitando a aceitação de falácias e levando muitos a não quererem ouvir o VERDADEIRO EVANGELHO.
O mal EXISTE!
Mas ele já foi vencido por Cristo!
Devemos conhecer a Espada do Espírito (a Palavra de Deus) para combatê-lo de modo sábio, correto e bravamente.
"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra." (2 Timóteo 3:16-17)
Sejamos cautelosos!
Sejamos sábios!
Estudemos a Palavra de Deus!
E assim viveremos a LIBERDADE que Deus proporciona a todo aquele que Nele crê e compreenderemos que somos mais do que vencedores por meio Daquele que nos amou!
Portanto "...guarde o que lhe foi confiado. Evite as conversas inúteis e profanas e as ideias contraditórias do que é falsamente chamado conhecimento; professando-o, alguns desviaram-se da fé. A graça seja com vocês." (1 Timóteo 6:20-21)

Em Cristo (e com o coração pesaroso),

- Ana Paula Pinheiro de Oliveira

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

MINHA JORNADA PELO MUNDO DA APRENDIZAGEM



Entende-se memorial de formação como um gênero predominantemente narrativo, circunstanciado e analítico, que trata do processo de formação de um determinado período. Combina elementos de textos narrativos com elementos de textos expositivos.
Essa foi a proposta que o curso de Pedagogia da UNOPAR fez aos alunos do segundo semestre de 2013, ou seja, compor um relato que expusesse o memorial de formação de cada um de nós, o que comporá a base para que entendamos o que seja pedagogia, tanto no que ela pretende ser como de fato é.
Portanto, segue-se no desenvolvimento desse trabalho um pequeno relato de minha infância e adolescência e, também, alguns fatos relativos à minha juventude e vida adulta que me conferiram atualmente a compreensão do motivo de estar cursando pedagogia.
Ressalto que ao relatar minha trajetória escolar desde o início dela, não posso deixar de enfatizar que meus pais sempre me educaram com esmero e me proporcionaram, mesmo com dificuldades em certos momentos, as melhores oportunidades que pudessem me levar a descobrir esse mundo maravilhoso das palavras. Por saberem da minha paixão, sempre me incentivaram a leitura (comprando livros ou me levando a bibliotecas, algo que eu amava frequentar e que hoje não posso, por não ter uma no município que resido), como também me ensinaram a conviver com outros de maneira ética e moralmente correta.


memórias da minha jornada pelo mundo dA APRENDIZAGEM

Palavras, seus conceitos, suas formas, como que as letras se juntavam e têm tais sons, isso, e muito mais, foi o que desde que “me entendi como gente” me atraiu, chamou a atenção dos meus olhos e ouvidos e, portanto, as imagens da tenra infância que ainda trago na memória, são formadas pelo desejo de conhecer as letras: como elas eram desenhadas e como tinham aquele som e porque duas ou mais palavras com sons diferentes poderiam ter o mesmo significado. Digo isso, pois saí do Brasil com um ano e meio e fui criada até os cinco anos de idade em Accra (Gana) e, portanto, meus pais me deram a oportunidade de ter duas línguas maternas, o português (que era ensinado por minha mãe) e o inglês (ensinado por meu pai). Além dessas duas línguas, havia também os dialetos que eram falados ao meu redor e que fui naturalmente aprendendo, chegando a compreender em média uns cinco dialetos diferentes. Portanto, como eu amava saber o que significava uma palavra nova! Sempre estava perguntando e até mesmo expressando em uma mesma fala vários idiomas, o que me tornava até uma criança “engraçada”, ou seja, que falava de modo diferente e fazia com que os adultos dessem gargalhadas. Isso nunca me incomodou, pois o que eu desejava era usar todas as novas palavras que conhecia no meu vocabulário infantil.
Goethe uma vez disse que “no mundo há muitas palavras, mas poucos ecos.” E isso é uma realidade, pois há muitas palavras que acabam não sendo conhecidas e faladas por não se ter o cuidado de lhe darem a projeção necessária, como forma de ser falada, escrita e, principalmente, o seu significado.
Ainda em Gana, idos anos 70, iniciei minha jornada educacional, sendo aluna de um colégio frequentado pelos filhos de vários estrangeiros que moravam na cidade. Isso foi um privilégio! Pois consegui ser matriculada em tal instituição por ser de uma família estrangeira legalmente residindo naquele país e, portanto, apta a frequentar uma instituição sustentada pelas embaixadas brasileira e de outras nacionalidades que estavam naquele país. Convivi com crianças de várias nações nessa época: brasileiros, portugueses, americanos, chineses, africanos e outros. O colégio não fazia distinção entre nós, pelo contrário, os professores (uma branca, que nos ensinava a ler, escrever e calcular, e um negro que comandava a educação física e recreativa) sempre procuraram nos mostrar que diferenças existem e que devemos respeitá-las e aprender com elas. Aproveitei disso! Como nunca tive problemas com diferenças físicas, como cor da pele, saía questionando aos meus colegas, em inglês, como era tal palavra na sua língua original. E assim aumentava meu vocabulário e comecei a escrever minhas primeiras palavras.
Pelo que minha memória me revela, vejo que havia naquela época (1975) em Gana colégios já conscientes sobre a diversidade em todos os seus aspectos e que procuravam educar seus alunos para que compreendessem e respeitassem as diferenças.
Como já disse, minha infância foi no exterior, mas não residi apenas em Gana. Por ser filha de missionários, tive a oportunidade de também morar nos Estados Unidos e em Portugal.
Nos Estados Unidos frequentei um colégio público apenas por um ano (1978). Já conhecia algumas palavras, portanto não tive dificuldade de adaptação. Lembro-me que por já conhecer algumas das lições que eram dadas, a professora sempre me encontrava no canto dos livros, que ficava dentro da sala de aula. No intervalo, minha atenção era mais voltada para ele também.
Foi em Lisboa, Portugal, que fiz o primário (o que hoje denominamos de ensino fundamental, primeiros anos). Foi em um colégio público, no horário matutino. Minha professora chamava-se Ana Vitória, uma típica portuguesa, que tinha seus quarenta e poucos anos, forte, cabelos curtos e que sempre estava maquiada. Tive um pouco de dificuldade no primeiro ano, pois havia estudado sempre em colégios de língua inglesa e, com isso, a maioria das palavras que eu já sabia rudimentarmente escrever eram dessa língua. Mas me lembro bem da atenção que a professora tinha em relação às minhas dificuldades, sempre me mostrando o novo modo de se escrever a mesma palavra, só que na língua portuguesa. O cuidado que ela tinha com nossa educação era demonstrado pelo esmero ao ensinar: chegávamos em sala de aula e o quadro verde já estava todo desenhado com diferentes cores de giz, com a nova letra ou palavra que iríamos aprender naquele dia. Quando íamos para o recreio, uma outra professora nos acompanhava e ela ficava em sala, para apagar aqueles primeiros ensinamentos relativos às palavras e colocar os relativos aos números. Estudávamos no horário matutino e o intervalo tinha uma hora de duração, onde nos alimentávamos e brincávamos. Em um período desse intervalo os professores que ficavam conosco no pátio, direcionavam sempre algum exercício físico ou recreação direcionada para algum ensinamento social, moral ou ético. Outro fato interessante desse meu período escolar, é que a mesma professora, Ana Vitória, foi quem me acompanhou do primeiro ao quarto ano, uma característica da educação fundamental daquele país, o que confere à criança mais segurança no relacionamento professor × aluno. Ao término do quarto ano, o professor inicia mais um período de quatro anos com outras crianças. Caso alguma das crianças tenha que mudar de colégio dentro desse período, é feito um relatório detalhado pelo professor que a acompanha e entregue ao novo professor no outro colégio.
Posso dizer que isso contribuiu muito para que eu tivesse uma base educacional muito bem constituída, conferindo-me uma formação de caráter mais bem estruturada com a associação da educação que obtive formalmente e com a recebida no meu lar. Ainda possuo até hoje o livro onde fui alfabetizada, cujo título é “Saltarico”.
E as palavras?
Estas começaram a expor meus pensamentos por meio de poesias e textos, o que me concedeu sempre uma boa conceituação em português. Sempre tive dificuldade com os números, mas com as palavras nem um pouco. Afinal, eu era fascinada por elas e, por isso, sempre procurava conhecer mais um pouco. Tanto que foi nessa época que adquiri o hábito de não apenas ler livros em demasia (conquanto que não ache demasiado ler), mas também a ler dicionários, tanto de definições como de sinônimos, e também a escrever.
Chegando ao Brasil em 1981, fiz a segunda fase do ensino fundamental e médio em colégio privados. Nunca fui uma aluna excelente, mas mediana, devido à minha total desatenção nas aulas que não me atraiam. Estudava-as por obrigação, mas não por paixão. Tinha um convívio com os outros colegas de turma saudável, sendo sempre procurada quando tinham dificuldades em escrever algum trabalho ou fazer alguma redação. Lembro que participava sempre dos concursos de poesias e, em um deles, fui premiada “virtualmente” nos dois primeiros lugares: em primeiro ficou uma colega que frequentava uma série abaixo da minha, mas que pediu um poema meu para poder participar, e o segundo lugar foi meu.
Da segunda fase do ensino fundamental tenho recordações de alguns professores que foram fundamentais para que eu sempre lograsse êxito em minhas conceituações: a de biologia, Aparecida, e o e matemática, Cleiton. Aparecida era dócil no falar, sensibilizava-se conosco, alunos, sempre procurando saber quais eram nossas reais dificuldades. Lembro que pelo fato de sempre ter facilidade em compor textos e trabalhos, quando eu estava com deficiência em algum tema específico da biologia, ela solicitava que eu fizesse um trabalho, que deveria ser escrito à mão e em papel almaço pautado. Adorava isso, pois eu ia para a biblioteca (naquela época não tínhamos a facilidade da internet) e pegava livros relativos ao tema, levava para casa e mergulhava na confecção do trabalho. Sempre fui mais afeita a compor trabalhos do que a realizar testes e provas. Estes me davam (e até hoje dão) um certo bloqueio, famoso “branco”, e isso prejudicava meus conceitos.
No ensino médio fui para outro colégio privado, na cidade do Rio de Janeiro. Lá convivi com alunos de nível social considerado como classe média alta e alta. Tive dificuldades de relacionar com os mesmos, por ser aluna bolsista (estudei em colégios particulares, mas por meio de bolsas de estudo). Dos poucos amigos que fiz, tenho relacionamento apenas com dois até o dia de hoje. Creio que pelo fato de no término do ensino médio ter ido para o interior do estado do Rio de Janeiro, a uma distância de mais ou menos 360 quilômetros deles. Como as distâncias foram virtualmente diminuídas há poucos anos, com o advento das redes sociais, consegui localizar apenas um deles e, infelizmente, fiquei triste ao saber que alguns professores que muito estimava e um amigo, que era o líder da nossa turma, faleceram. Entre esses professores do ensino médio, dois se destacaram: Luiz, de história, e Waldir, de Educação Física. Luiz sempre dava suas aulas com um esmero, paixão, que nos prendia a atenção. Nas suas provas ele sempre me dizia que eu era a “escritora”, por relatar detalhadamente cada pergunta, sendo por vezes até redundante. Waldir era o paizão, preocupava-se até mesmo com nossa vida emocional e, por isso, sempre o procurávamos para receber algum conselho.
Relendo o que acabei de escrever, percebo que os professores que mais marcaram minhas memórias não têm a ver com português e literatura. Parei e fiquei pensando sobre isso. Achei interessante por perceber que mesmo sendo uma boa aluna nessas matérias, os que a lecionaram nunca me fizeram ir além do que ensinavam e, por isso, não foram tão marcantes. Já os outros, me instigavam a mais, sempre me mostravam que o saber é para ser buscado como um tesouro precioso e que eles estavam me dando o mapa para encontra-lo. Devo a eles esse meu desejo ainda latente em relação ao saber mais.
Não tive oportunidade de fazer uma graduação assim que terminei o ensino médio e quanto tive, as duas vezes foram desastrosas, pois procurei seguir áreas que de imediato não foram realmente desejadas, ou seja, estava fazendo uma graduação apenas para dizer que tinha um diploma. Não terminei ambas.
Sou grata aos meus professores do ensino fundamental e médio. Pois me proporcionaram uma excelente formação educacional, conferindo-me condições de ser uma cidadã que procura ser bem conceituada em todas as áreas de sua vida.
Não pretendia fazer o curso de pedagogia, sou sincera. Mas devido ao que vivi na minha jornada de aprendizado (relatada acima) e ao que tenho visto meus filhos vivenciarem nas suas respectivas jornadas, alguns questionamentos foram por mim levantados, que se tornaram uma certa “agonia” de insatisfação e, portanto, quando surgiu uma oportunidade de tempo e facilidade (sou mais afeita a estudar sozinha e o curso à distância propicia isso), procurei logo tal formação. Em meu convívio religioso sou atuante na área de educação, sendo professora de teologia em algumas matérias de um curso médio à distância em minha denominação local. Além disso, contínuo com a paixão pelo saber mais, sempre lendo vários temas relativos à educação, sociologia, filosofia, psicologia e teologia, e também escrevendo (possuo uma página pessoal na internet onde exponho algumas das minhas divagações escriturárias).
Portanto, eis-me aqui cursando uma graduação que acredito que me conferirá mais ferramentas e condições de exercer minha cidadania e, principalmente, propiciar às novas gerações que adentram uma sala de aula o mesmo prazer em seguir a jornada do aprendizado que eu tive.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ser igual à Rute...

Ela não era do povo, mas tomou uma decisão que lhe fez não apenas tornar-se do povo, mas ser contada na genealogia de Cristo.

E como é ser igual à Rute?

Ser igual à Rute é reconhecer que a terra em que estamos não é frutífera, está sob maldição.
Ser igual à Rute é reconhecer que o passado não é para ser alimento para a alma, nem mesmo para as decisões que devam ser tomadas.
Ser igual à Rute é reconhecer que há uma jornada a ser empreendida para poder se alcançar a novidade o recomeço.
Ser igual à Rute é não se esmorecer nem mesmo quando os conselhos parecem ser sábios e, na verdade, estão apenas revelando medo e incompreensão em relação à atitude tomada.
Ser igual à Rute é não sentar-se e ficar esperando a provisão chegar, mas levantar-se e ir até onde ela está e conseguir ao menos o que é necessário para o reinício de vida.
Ser igual à Rute é não ser intempestiva ou temerosa, ansiosa ou insistente.
Ser igual à Rute é obedecer mesmo sem compreender.
Ser igual à Rute é aquecer mesmo sentindo frio.
Ser igual à Rute é doar sem esperar nada em troca.
Ser igual à Rute é aquietar-se aos pés do resgatador e aguardar o dia amanhecer para poder ouvir de seus próprios lábios a resposta que o coração deseja.
Ser igual à Rute é ter além do que possa esperar...
Ser igual à Rute é saber que “O Senhor lhe retribuirá pelo que tem feito! Será ricamente recompensada pelo Senhor, o Deus de Israel, sob cujas asas tem buscado refúgio!” (Rt 2.12 – alteração do tempo verbal feita por mim).

Aprenda o que aprendi hoje.....
Aprenda a ser igual à Rute.

Deus lhe abençoe!!!!!


Ahhhh..... ouça esse hino....... ouça!


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mais um desabafo.....

Cabeça fervilhando por causa das novas (na verdade, até antigas) 'modas' no meio cristão, que têm sua fonte em versículos isolados, experiências particulares e até mesmo um certo quê de sincretismos e que são expressas por meio de frases, canções, ações e, infelizmente, preleções.
Só mistificam ou modificam o evangelho, que por si só já tem o poder para salvar, que é a mensagem da Cruz.
Coração machucado por causa disso tudo!
Sinto-me só diante de um oceano....
.... de campanhas para alcançar, exterminar, conquistar, ordenar;
.... de cruzadas em prol disso ou daquilo ou, pior, deste ou daquele;
.... de canções que massageiam o ego humano ou exploram o Soberano;
.... de frases formuladas fora do contexto e que cunham pretextos humanos, recheados de egolatria e megalomanias;
.... de preleções que não possuem a correta sistematização do aprendizado das Escrituras e, assim, trazem um silêncio da verdade que é gritado em palavras sem corroboração bíblica de fato;
.... de manifestações que se dizem espirituais, mas que têm características semelhantes à outros movimentos religiosos, inclusive pagãos.
E quando leio Tito 2, principalmente os últimos cinco versículos, mais uma vez meus olhos são abertos para ver que há algo estranho no que temos visto e ouvido.
Paulo diz a Tito que DEVEMOS ensinar, exortar, repreender (Tt 4.15), ou seja, manifestar por meio de nossas palavras e atos, isso:

"Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar a Si mesmo um povo particularmente Seu, dedicado à prática de boas obras." (Tt 2.11-14)

Este é o Evangelho que DEVEMOS pregar, cantar, falar:
- O homem foi criado por Deus para Sua glória, mas pecou e destituído foi dela e, portanto, vive na prática do pecado, caminhando para a condenação eterna. Mas Deus tanto amou o homem que enviou o Seu Filho (Deus encarnado) para que nos religasse a Ele, purificando-nos de todo o pecado. Pela fé cremos nesse sacrifício e unidos novamente a Ele continuamos nossa jornada terrena com passos que manifestam sermos Dele, representantes do Seu Reino. Mas para caminharmos em santidade, o Espírito Santo está em nós e ao nosso redor, capacitando-nos, usando-nos, santificando-nos, até o dia que o próprio Jesus venha nos buscar.

Nada mais do que isso!

Enfim.... só mais um desabafo!

Em Cristo,


ANA PAULA PINHEIRO DE OLIVEIRA
04/10/2013

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ser paciente...



A paciência é uma virtude difícil de ser vivenciada. Ainda mais quando existe a dificuldade nos mostrando ser impossível viver o que tanto se deseja.
O escritor do Salmo 126 (leia-o) declara que seu coração alegrou-se apenas com a certeza de que independente de toda desolação encontrada ao retornarem do cativeiro, a promessa seria completamente cumprida. Suplica apenas que essa restauração seja em breve.
Temos que buscar viver essa certeza: se Deus promete, Ele cumpre!
Senhor, restaura-nos, assim como enches o leito dos ribeiros no deserto.” (Sl 126.4).
Deus é poderoso para não apenas libertar-nos do cativeiro como também para concretizar todos os Seus projetos em nosso viver.
Apenas devemos ser pacientes.
Reconhecer que passos são necessários para que vivenciemos toda a Sua vontade e não adianta querermos correr para alcançar o alvo com mais rapidez.
Não podemos deixar de em cada passo olhar onde estamos pisando, para que não caiamos em um buraco, tropecemos em uma pedra ou, até mesmo, pisemos em alguma flor do caminho.
Para isso, temos que ser pacientes para ver a paisagem e a estrada, analisando cada detalhe dela e, assim, caminhar em direção do cumprimento de todas as Suas promessas.
Se assim fizermos, mesmo que haja lágrimas, elas apenas estarão regando os molhos de alegria que iremos colher.
“Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles.” (2Co 4.17).

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Ainda que... Sempre...


Ainda que tudo pareça sem solução...
Ainda que venha a fadiga, a decepção...
Ainda que a estrada esteja inacabada...
Ainda que os passos pesem na jornada...
Ainda que a angústia pareça não ter fim...
Ainda que para as lágrimas tristes haja o sim...
Ainda que no corpo se sinta a dor...
Ainda que por momentos venha o pavor...
Ainda que não veja a luz...
Ainda que pesada seja a cruz...


Sempre darei a Deus a adoração.
Sempre entregarei a Deus minha total devoção.
Sempre permanecerei nessa caminhada.
Sempre terei minha vida a Ele consagrada.
Sempre dedicarei tudo a Ele enfim.
Sempre o querer de Deus permitirei em mim.
Sempre a Deus expressarei meu amor.
Sempre para Ele será o louvor.
Sempre darei graças pela cruz.
Sempre serei de Deus, pois Ele me redimiu em Jesus.


Aleluia!!!!!!!!!!!!!!


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Escrita há alguns anos em um culto de domingo na AD em Itaperuna-RJ.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Aos pés do Amado

Parece que não há uma luz
e a angústia arde no coração.
Lágrimas que não são vistas produz
e os passos caminham na solidão.

Parece que a estrada é sem fim,
que as falácias é que são a realidade.
O que é "não" quer tornar-se "sim"
e a mentira quer manchar a verdade.

Parece que não há mais resistência à dor.
Um grito quer se extravasar.
Tudo leva ao medo ou pavor
e a mente só faz indagar.

Parece....
Sim!
Parece...

Mas para o justo há uma luz
e para a angústia uma solução.
As lágrimas aos céus uma oração produz
e passos do seu lado consigo andarão.

Pois na estrada que supõe-se não ter fim
e para as falácias da inverdade,
há uma Palavra que proclama o "sim"
e que vem do Trono da Santidade.

Toda a dor é então sanada
e o medo perde o seu vigor.
A alma encontra uma guarida
e entoa sussurros de louvor.

E, assim, mesmo fraca, abatida,
deleita-se aos pés do Seu Amado.
Depõe-se por inteira ali rendida
e espera o amanhecer desejado.

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A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia.
- Provérbios 4.18

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     É interessante notar como que em tudo há algo para se aprender.
     Até mesmo nas nossas fraquezas tiramos lições.
     Por nos entregarmos ao desespero e à angústia, praticamos e falamos coisas que nos fazem arrependermo-nos de ter feito.
     Mas, também, aprendemos sobre o que é estar aos pés de Deus e entregar tudo a Ele, como nunca poderíamos ter aprendido se não fosse o momento de tribulação que passamos.
     Não podemos nos entregar às situações ou ao que ouvimos, devemos sempre nos entregar a Deus e permitir que o Seu amanhã aconteça.
     E este amanhã vai surgir tal qual uma alvorada, gradativamente.
     
     "Obrigada, Pai!"

     Em Cristo,

domingo, 4 de agosto de 2013

Sinais de pontuação no texto da vida...

Na gramática da vida os sinais de pontuação têm a mesma utilização.
Ponto, interrogação, exclamação, vírgula e tudo mais.
Nenhum deles diferencia seu modo de agir quando são utilizados na dissertação do viver.
A interrogação coloca seu tom de dúvida e faz com que entoemos nossa vida com a sonoridade da inquietação, por sempre estar querendo respostas, convicções até mesmo sobre o que não tem o que se explicar.
Tem a exclamação, que traz toda sua riqueza de emoções, pois nos faz viver o espanto, a surpresa, a dor e até mesmo a raiva. Com ela evocamos, gritamos, silenciamos.
Com o apóstrofo suprimos os medos que nascem durante o nosso viver e que devem ser escondidos para que a jornada possa realmente ser prazerosa.
Se estamos cansados, precisando de uma pausa rápida, mas ao mesmo tempo um pouco demorada (meio ilógico isso até) para poder dar aquela inspiração profunda, temos o ponto e vírgula no nosso viver. Ele nos proporciona esse momento rápido de oxigenação.
Fato que a vírgula não nos proporciona por completo, pois esta é rápida. Muita das vezes nem percebemos sua participação nessa redação da vida e não lhe damos o devido valor. Pois ela é quem dá a cadência da entoação das frases da vida e, também, mesmo que sejam rápidas suas ações, é ela quem faz com que as frases da vida tenham verdadeiro significado.
E quando pequenas explicações são necessárias para que se compreenda o relato do viver, os parênteses logo se apresentam e acrescem palavras que na maioria das vezes nem são tão essenciais, mas que precisam aparecer.
Se precisamos listar intenções, critérios de escolha, até mesmo opções de decisão, é nesse momento que os dois pontos são usados para que não perca sentido o que se escreve no relato da vida.
Agora, ponto final não existe na vida. Pois quando esse é colocado no texto, significa que a vida acabou, a vida não tem mais como prosseguir. Por isso, evitamos usá-lo sempre. Na verdade, temos até medo quando ele se pronuncia em dados momentos da vida finalizando algumas frases. E para não terem a conotação de fim, triplicamos esse ponto e transformamo-lo em reticências.
Sim!
Pois as reticências trazem aquele suspiro, aquela sensação de que ainda há algo, ainda não acabou.
Camuflam de um modo misterioso o futuro, sem trazer a insegurança. Pelo contrário, esses três pontinhos sequenciais sempre nos fazem ter vontade de continuar, prosseguir. Jamais parar!
Enfim, o que jamais podemos esquecer ao utilizar esses e todos os outros sinais gráficos na dissertação do nosso viver é apenas uma coisa: NÓS SOMOS O TEMPO TODO LIDOS!
Outros lerão cada uma das palavras que expressamos no viver.
E, dependendo do que estivermos escrevendo, mais leitores nós teremos ou não.
Por isso, utilizemos com sabedoria todas as pontuações que Deus tem nos dado, para que nossas vidas sejam relatadas de tal forma que sua história perdure na memória de muitos.

Deus lhe abençoe!!!!!!!

"Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos." (2Co 3.3)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Quando.......


Quando sonhamos,
sempre acordamos.
Quando acordamos,
o que foi que sonhamos?

Quando queremos,
não sabemos.
Quando sabemos,
já não queremos.

Quando desistimos,
esvai-se o que conseguimos.
Quando conseguimos,
é porque não desistimos.

Quando compreendemos,
convictas decisões vivemos.
Quando vivemos,
nem tudo compreendemos.

Quando caminhamos,
é porque amamos.
Quando amamos,
lado a lado caminhamos.


Por Ana Paula Pinheiro de Oliveira

terça-feira, 23 de julho de 2013

A Verdadeira Mensagem

UM POUCO DE HISTÓRIA
- Em Atos 18 está o relato de quando Paulo chegou a Corinto, fato este que ocorreu por ocasião de sua segunda viagem missionária. Antes de chegar a Corinto já havia passado por Beréia e por Atenas e nesta proferiu a famosa mensagem do “Deus Desconhecido”.
- Corinto é a cidade onde Paulo conhece Priscila e Aqüila, que se tornam seus amigos, residindo com eles e tendo o mesmo ofício: fabricar tendas.
- Ele fica entre os coríntios por um ano e meio falando sobre o evangelho, primeiro entre os judeus. Mas após ser rechaçado por eles, começa a falar para os gentios. Ao sair da cidade, deixa uma igreja formada.
- Corinto era considerada a mais bela cidade grega no primeiro século da era cristã. Sua conformação (istmo) e localização geográfica (próximo a outras famosas cidades da época – como Atenas e Éfeso), lhe conferiram a característica de ser um lugar de intenso comércio e prosperidade (era a ‘encruzilhada dos caminhos’), fazendo sua fama não ser muito honrosa aos olhos cristãos: cidade onde os vícios eram em profusão e a promiscuidade era normal, sendo o centro da imoralidade pública e irrefreada.
- Era uma cidade RELIGIOSA (mais de 12 templos, sendo o mais famoso o da deusa Afrodite) e de pessoas que tinham a sabedoria como a mais alta estima.
- Orgulho, avareza, luxo, concupiscência carnal e tantos outros frutos do pecado proliferavam entre os quase 250 mil habitantes de Corinto.
- Mas aprouve Deus enviar Paulo para que o evangelho fosse ali propagado. Mesmo ante tantas dificuldades encontradas, ele não permite ser por elas abatido e recebe o encorajamento do próprio Senhor, que lhe diz em visão uma noite: “Não tenha medo, continue falando e não fique calado, pois eu estou com você e ninguém vai lhe fazer mal ou feri-lo, porque tenho muita gente nesta cidade.” (At 18.9b-10)
- Paulo, depois de quase dois anos, deixa Corinto, seguindo para Éfeso. Deixa a igreja sob o comando de Apolo, que lá havia chegado.
- Passam-se cinco anos. Paulo recebe notícias da igreja de Corinto e as mesmas não são satisfatórias. Havia problemas de ordem social, doutrinária, de relacionamentos e de atitudes pecaminosas sendo permitidas.
- A cultura e as filosofias que eram vivenciadas pelos coríntios naquela época, sutilmente se infiltrou nos cristãos, conferindo-lhes uma característica não condizente com o evangelho que Paulo havia pregado.
- Havia divisões promovidas por pensamentos contraditórios em relação à mensagem: uns diziam-se de Paulo, outros de Apolo e outros de Cristo. Ou seja, cada um seguia a Cristo conforme o que achavam ser o correto, não se preocupando em realmente compreender e aprofundar-se na mensagem do evangelho.

- O modo de pensar dos coríntios como um todo (não apenas dos cristãos) era:
·         Devemos desprezar tudo o que gera temor ou apreensão. Rituais não devem ser vistos como prioritários na busca da satisfação, o que importa é ser feliz. Pensamento fortemente defendido por um grande filósofo daquela época.
·         Devemos buscar “sophia” (sabedoria), pois apenas nela encontraremos a alegria e a paz que tanto buscamos. Ou seja, dando um poder místico à sabedoria.
·         Devemos aceitar todas as formas de pensamento, pois em todas elas existe uma verdade que sobressai e que deve ser vivida e que podem coexistir. Sincretismo na sua essência.

- Mas tais pensamentos não foram apenas vivenciados pela população daquela cidade, pela carta de Paulo podemos visualizar que a igreja estava dividida em facções que evidenciam tais filosofias (que eram e são vãs = vazias):
·         Alguns cristãos seguiam o pensamento de que ‘sou de Cristo’ e isso é o que importa. O ritualismo cristão não era necessário, o viver em santidade na maioria das vezes era visto com imposição humana e não como ordenança divina.
·         Outros colocavam a busca pelo saber acima do saber de Deus, ao ponto de verem nisto o único meio de realmente chegar-se até Ele.
·         E outros traziam o judaísmo para dentro da igreja.

- É essa a fotografia que Paulo recebe da igreja de Corinto.
- São essas as razões que lhe fazem pegar uma pena e escrever essa carta contundente e poderosa.
- Não iremos falar sobre toda a carta, mas nos prenderemos especificamente à mensagem que Paulo havia levado aos coríntios e que eles não haviam por completo compreendido ou aceitado.
- Esse início da carta de Paulo é mais do que necessário hodiernamente, pois temos vivenciado uma época onde muito do pensamento humano tem infiltrado no pensar cristão, dando uma conformação à igreja totalmente disforme.

- A cultura/sociedade de hoje exterioriza principalmente as seguintes filosofias:
·         Relativismo: onde a verdade é algo líquido, que pode assumir a forma do recipiente, ou seja, o que é verdade para mim pode diferir para você, pois dependendo de onde e como você esteja pode não ser a mesma para você, mas se eu e você estamos bem, isso é o que importa.
·         Pragmatismo: o valor da verdade é determinado pelos resultados imediatos e, para tanto, a verdade deve ser agradavelmente repassada.
·         Positivismo: a verdade prevalece apenas quando temos pensamentos e atitudes que promovam resultados positivos.
·         materialismo: a verdade está no ter, que vale mais do que o ser.
·         hedonismo: a verdade existe se há prazer, que é supervalorizado em detrimento à moral e à ética.
·         humanismo: o homem é a verdade, sendo a medida, o centro de tudo.
- Todas elas são vãs filosofias! Tenhamos cuidado!
Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo.” (Cl 2.8)

- Se analisarmos as mensagens que estão sendo propaladas há como evidenciar claramente cada um desses vãos pensamentos. Descrevê-las ou apontar um ou outro pregador e cantor, seria algo apenas para atiçar sua curiosidade e/ou, até mesmo, utilizar ferramentas erradas para poder apontar o erro. Este não é o intuito do que escrevo. Não devemos mostrar o erro de modo acintoso, mas com a graça divina, mostrar a verdadeira mensagem e, deste modo, permitir que o Espírito Santo abra as mentes e corações dos que estão sendo enganados para que a genuína mensagem do evangelho seja percebida e aceita e para que os que caminham na verdadeira fé possam estar mais e mais amadurecidos e preparados para discernirem o certo do errado.
- Por isso que lhe aconselho a analisar conscientemente o que tem ouvido, cantado e repassado depois de ser sabedor das características da verdade divina do evangelho.

CARACTERÍSTICAS DA VERDADEIRA MENSAGEM

(1) Ela não se utiliza de meios ou subterfúgios da cultura ou sociedade para poder ter característica de “poder” e, assim, buscar ganhar mais ‘almas’.
Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloqüente, nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus.” (1Co 2.1)
Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé de vocês não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.” (1Co 2.4-5)
Pois Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho, não porém com palavras de sabedoria humana, para que a cruz de Cristo não seja esvaziada.” (1Co 1.17)

- Em nenhum momento Paulo está argumentando que devamos negligenciar o estudo das Sagradas Escrituras. Ele nos mostra claramente que o confiar em retórica, recursos humanos, empatia, exteriorizações de ‘poder’ ou de jargões, em detrimento da dependência do Espírito Santo é uma atitude mais do que infantil e imatura, é uma atitude apenas humana, se não diabólica.
- O Espírito Santo é o ÚNICO que pode dar à mensagem o poder necessário para que ela alcance os corações necessitados e/ou pecadores.
- Depender de DEUS sempre!
Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.” (Jo 16.10)

- Em versículos mais adiante nessa carta aos coríntios, Paulo descreve com profundidade a diferença entre a sabedoria que ele não seguia e a sabedoria que ele vivia e professava. Em momento algum vemos Paulo desmerecendo a busca pelo conhecimento, mas sim a falta de sabedoria.
Entretanto, falamos de sabedoria entre os que já têm maturidade, mas não da sabedoria desta era ou dos poderosos desta era, que estão sendo reduzidos a nada.” (1Co2.6)

- Conhecimento é uma coisa. Sabedoria é outra.
- Conhecimento se adquire por meio da absorção de ensinamentos.
- Sabedoria é reconhecida pelas atitudes, pela prática.
- Muitos são conhecedores, letrados, inteligentes, mas não têm sabedoria nenhuma na essência da palavra.
- Muitos não possuem a letra, mas possuem uma sabedoria que se exalta!
- A sabedoria que o mundo propaga é baseada em pensamentos humanos e o homem é limitado, falho e inconstante. Ela sempre está sendo modificada, pois o próprio Paulo diz que ela é reduzida a nada! É a ‘sophia’ apenas. Não há a ‘phronesis’.
Ao contrário, falamos da sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou antes dos princípios das eras, para nossa glória.” (1Co 2.7)

- Devemos ter maturidade para compreendê-la, reconhecê-la.
Entretanto, falamos de sabedoria entre os que têm maturidade,” (1Co 2.6a)
- Paulo deixa bem claro que apenas alcança essa verdade quem busca obedecer à ordenança divina de buscar crescer, amadurecer.
- O imaturo é incapaz de receber a doutrina sólida, necessita sempre de ensino, é instável na fé e nunca sai do elementar, é carnal.
Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais.” (1Co 3.2-3a)
O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados de cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro.” (Ef 4.14)

- Não temos desculpas para não crescermos. Não devemos continuar agindo como crianças quando temos livre acesso ao Trono do Pai e, desta forma, ouvir Dele todos os mistérios necessários para nossa jornada cristã.
- A sabedoria divina nos é dada por intermédio de Cristo. Pois quando o aceitamos, tornamo-nos morada do Espírito Santo e, este, que “sonda todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus.” (1Co 2.10b) nos revela. Aleluia!
- Não temos desculpas! Se dissermos ‘ter o Espírito’, não podemos nem devemos ser persuadidos e enganados por palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas pelo Espírito interpretamos verdades espirituais, “do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou antes do princípio das eras, para nossa glória.” (1Co 2.7b).
- As tantas falácias que são proferidas em púlpitos diversos, pela mídia e nas conversas particulares, são todas elas reconhecidas por homens e mulheres que têm buscado a sabedoria de Deus. Têm buscado amadurecer. Têm buscado uma intimidade com Deus. E tal intimidade nasce de um relacionamento diário e constante com Deus, por meio da ORAÇÃO e do conhecimento da PALAVRA DE DEUS.
- Esta característica da verdadeira mensagem jamais deve ser menosprezada: O PODER QUE NELA EXISTE VEM DE DEUS, POR MEIO DO ESPÍRITO SANTO e não por atitudes e pensamentos humanos.

Outra característica, e esta primordial, é que:

(2) Cristo é o centro.
Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado.” (1Co 2.2)
- Era esse o mistério que estava oculto e que gradativamente foi sendo revelado pelo próprio Deus.
- De Gênesis a Apocalipse não há outra mensagem que possa ser retirada dela que não seja essa: Deus criou o homem para Sua glória, este pecou, ofendeu a santidade divina, separando-se totalmente Dele. O único meio de se religar a Deus era um sacrifício vicário, sangue inocente derramado. O homem não poderia se entregar, não era puro. Deus, antes da fundação do mundo, já havia imolado o cordeiro que para Si havia preparado. Revelou tal fato gradativamente nos tipos e sombras do Antigo Testamento, tendo controle soberano sobre a história que culminou no nascimento virginal de uma criança, que cresceu, viveu entre os homens como tal, mas não foi encontrada em si nenhuma mácula, nenhuma mancha, mas foi contado com os malfeitores. Sofreu a morte, sendo inocente. Uma morte na cruz, considerado como maldito. Mas a dor maior não foi por causa dos cravos e da lança, mas sim por causa do meu, do seu, do pecado de toda a humanidade, desde o primeiro (Adão) até o último que vier a nascer durante o milênio. Todo esse pecado Ele carregou SOBRE SI. Após três dias, ressuscitou, subiu aos céus e hoje está à direita do Pai intercedendo por todos os que são alcançados por Seu sacrifício. Bastando apenas que reconheça o seu estado pecaminoso e veja que o sacrifício já foi realizado. Bastando apenas dizer: ‘Sim, sou um pecador e entrego minha vida para ser lavada no sangue do cordeiro por mim imolado!’. E agora, aguardamos com grande expectativa o grande Dia, o dia em que nos encontraremos com Cristo nas nuvens e para sempre com Ele viveremos! Aleluia!!!!!

- Cristo! Apenas isso! Mais nada!
- Não precisamos de transferências de unção, de demarcar territórios, de grandes templos ou de shows. Não precisamos nos identificar com as culturas em suas formas de vestir, andar e seus pensamentos. Não!
- Não precisamos de filosofias do mundo para poder alcançar qualquer pessoa. Seja de qualquer etnia, nível social, cultural ou qual escolaridade tenha, seja criança ou idoso, quem quer que seja, ESSA É A MENSAGEM: CRISTO!
- Portanto “Se alguém chegar a vocês e não trouxer esse ensino, não o recebam em casa nem o saúdem.” (2Jo 10)
Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” (1Jo 4.1)

Enfim, ame ao Senhor!
Busque a Ele incessantemente!
Desse modo você estará crescendo em graça e conhecimento diante de Deus e dos homens.
Deus lhe abençoe!

Ana Paula Lopes Pinheiro
02/09/2010 – 10:38h

Leituras preliminares:
- Bíblia de Estudo NVI – Ed. Vida.
- Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD.
- Bíblia Thompson – Ed. Vida.
- Comentário Bíblico – Mathew Henry – CPAD.
- Filosofia para Iniciantes – R. C. Sproul – Ed. Vida Nova.
- Deus é Tremendo – Tony Evans – Ed. Vida.