quarta-feira, 21 de março de 2012

Falar do Amor....


Como falar?
Ainda mais quando temos visto diariamente o amor mais e mais perder a sua essência e estar sendo confundido, visto como se a busca pelo prazer pessoal fosse sua real expressão.
Quando Deus nos diz que tem para nós o amor por completo, tal pode ser vivido quando nele estão compreendidos suas quatro facetas:
- o Storge, companheirismo, cumplicidade;
- o Philos, conformidade no pensar, querer;
- o Eros, atração física, desejo;
- o Ágape, a expressão máxima, a incondicionalidade no sentir e agir.
Amar é um delírio por causa disso... e a sensação maior que sentimos ao amar é PAZ.
Porque o AMOR é algo que não devemos buscar a explicação, mas buscar na Fonte Inesgotável tal sentimento e expressá-lo com todo nosso ser, não apenas à pessoa que escolhermos para viver até o fim de nossas vidas (E neste caso as quatro facetas devem estar presentes, lógico!), mas também para os que estão ao nosso redor, para que possam ver em nós que é possível sim vivermos aqui na terra a expressão do Amor Maior.


Deus lhe abençoe!!!!!!!

terça-feira, 6 de março de 2012

Voar!



Procurar meu interior. 
Vasculhar minha mente. 
Conhecer meu subconsciente. 
Vagar na imaginação. 


Tentar decifrar um enigma já tendo a resposta. 
Ter um conceito, um medo. 
Fazer uma viagem pela paixão. 
Sentir o afago da irrealidade. 


Imaginar o material. 
Jogar com o tudo. 
Perder o nada. 
Ruir como um castelo de areia,
     de imaginação. 


Tocar na saudade. 
Amar o ódio. 
Viver a verdade. 
Ser primeira no final. 
Fugir da fuga e encontrar o ego. 
Ouvir a própria voz muda, 
     o som surdo, 
     a vida morta. 


Correr e correr... 
Dar um basta para o "eu". 


Ver a paisagem livre, 
     o pássaro preso alegre. 
Rir com a tristeza 
     e chorar com a alegria. 
A liberdade extravasar. 


GRITAR! 
O choro... "pingar". 
Ser EU! 
Não mudar. 


A vida, um brinquedo, 
     mas não um jogo o amar. 


Voar! 
Ser! 
Amar!

quinta-feira, 1 de março de 2012

O grito da alma:

"Quem me dera tivesse asas como a pomba voaria até encontrar repouso!" (Salmo 55.6)


Na jornada da vida,
no caminho nela galgado,
existem alguns percalços
que assolam o nosso ir.
E quando é dura a lida
ou há a infelicidade do pecado,
nossos pés parecem descalços
e o andar é uma dor a se sentir.


O sonho em pesadelo se torna
e revela apenas medo, temor.
À frente vê-se apenas um precipício,
ao redor achega-se a escuridão.
Jorram os olhos uma água morna,
mas procura não se expor.
Não há da alegria um resquício
e o grito da alma ecoa na solidão.


O desejo é um misto de fuga e busca,
de ânsia por um descanso.
Não se quer nada no material,
mas a alma apenas saciar.
Então a Verdade não se ofusca
e ouve-se um som manso,
que dissipa a nuvem do mal
e mostra como deve ser o caminhar.


Diz à alma suavemente,
em meio ao turbilhão que angustia:
“Venha a Mim, ó alma cansada, sofrida,
o descanso Eu posso lhe dar!
Sei tudo o que se passa em sua mente
e o seu gemido Eu sempre ouvia.
Conheço até aquela dor que é escondida
e que você acha não ter como sarar.


Eu lhe amo antes mesmo do seu nascer,
conheço o instante em que você foi gerado
e sua história Eu tenho em minha mão.
Ó alma, sei qual é a sua necessidade!
Sou quem veio aqui para poder sofrer
tudo o que lhe estava reservado
por causa da angústia da maldição.
Não há porque viver na infelicidade.


Basta aceitar ao meu convite,
ouvir ao meu chamado.
Nas asas da salvação voar
e encontrar em meus braços o remanso.
Sou o seu Salvador, seu Ouvinte,
sou da sua alma o Amado,
sou o Único que lhe pode salvar,
sou Jesus Cristo, seu descanso.”