terça-feira, 11 de outubro de 2011

Não sei que título dar.....

Pensando...... e escrevendo......
Um pequeno poetizar sobre o caminhar de uma alma que anseia por paz....

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Arrastava-se, sentindo o peso nos ombros e a dor nos pés, que estavam descalços e revelavam as feridas que não se cicatrizavam, mesmo depois de tanto tempo.
Não tinha ânimo, apenas seguia o curso por saber que o caminho era o correto, independente de toda a dor, a angustia e até mesmo o desespero, que por momentos aparecia.
Nem mesmo reparava na beleza da paisagem, pois seus olhos viviam marejados, o que lhe impedia de ver com nitidez.
Mas seguia.....
Havia momentos que caia.
Caía em buracos até já conhecidos, alguns pequenos, que nem perigosos eram por não serem profundos, mas caía.
E quando parava?
Quando isso fazia, ficava por longos períodos tirando a poeria de cima das feridas, massageando os ombros devido a dor crônica que o peso causava e ficava ali, tentando compreender como ainda conseguia ter fôlego para poder arrastar-se no caminho, já que não tinha dentro de si esperança, vontade para tal.
Obedecia apenas a um sussurrar quase inaudível, mas que tinha um quê de correto a se fazer.
Esse sussurrar brotava lá de dentro de si, de palavras que havia ouvido no início da jornada e que ficaram gravadas em algum lugar de sua alma, intocável pela tristeza, amargura, incompreensão, natureza carnal.
E quando em dados momentos chegava à beira do precipício e seus pés machucados escorregavam nos cascalhos, desequilibrando e sentindo seu corpo ser puxado para baixo, isto lhe conferia um medo atroz.
Mesmo com fraqueza mortal, agarrava-se ao chão com mãos ressequidas, que acabavam também machucando-se, mas conseguia erguer e voltar ao caminho.
E assim foi por um tempo...
Sentindo que o esquecimento, o abandono, a solidão era a realidade que deveria aceitar.
Um dia, uma surpresa!
Ouviu com mais nitidez o que o sussurrar lhe falava e compreendeu as palavras, que lhe diziam assim:
"Eu tomei sobre mim as tuas enfermidades e as tuas dores eu levei sobre mim. Fui transpassado pelas tuas transgressões e moído pelas tuas iniquidades; o castigo que te trará a paz estava sobre mim e pelas minhas pisaduras fostes sarado. ACEITE!"
Parou!
Mas foi diferente!
Parou..... olhou para si e deu um brado que há tempos estava sendo dado apenas dentro de si: "EU QUERO SER LIVRE! EU QUERO SER CURADO!"
Como tudo mudou!
Continuou a seguir o caminho, mas agora os seus passos não mais se arrastavam.
Seus passos eram dados com firmeza, certeza.
O peso que estava sobre seus ombros, como que por mágica, fora aliviado.
Quando parava durante o caminhar, era apenas para poder admirar a beleza da paisagem e então chorar, mas não de tristeza, mas de êxtase pelo que seus olhos conseguiam agora vislumbrar.
E assim seguiu seu caminhar......
Reconhecendo que só jamais estivera, apenas não aceitara a companhia Daquele que sempre ao Seu lado estava.
E no final desse caminhar, chegou ao Lar e teve o descanso que desejara desde o início do caminho.

DEUS ESPERA POR TI!!!!!!

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