segunda-feira, 18 de outubro de 2010

It is well with my soul

Em recente viagem à minha linda cidade, Rio de Janeiro, em um almoço de família com a presença de alguns pastores e amigos, ao som de um violão ficamos cantando os 'hinos antigos', como muitos gostam de denominar... rs.
Tenho predileção por eles.
Hoje há belas músicas cristãs, claro que há!
Mas, se fizermos uma comparação entre as atuais e as do passado, nota-se uma diferença que talvez os 'levitas da atualidade' não percebam: além do primor das melodias, as letras possuem uma poesia lindíssima, onde a maioria era direcionada em louvor a Deus ou então falando da vinda de Cristo, não eram focadas no homem.
Enfim, sinto saudades de hinos assim e, por esta razão, acabo sendo denominada de 'velha', inclusive pela minha filha. (E olha que tenho 38 anos!!! rs.rs.rs.)
Tudo bem!
Não me importo!
Mas veja se não tenho razão de sentir saudades?!
Ouça esse hino abaixo (tanto em inglês quando em português) e veja a história de como ele foi composto (procurei a mais completa) e me diga se há ou não há diferença?
Nesse 'mercado gospel' de hoje está faltando isso!

Paz!!!

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Cantada pelo grupo 4Him:

Cantada de forma original, com cenas que mostram a história do hino:


Em português, cantada pelo Vencedores por Cristo:



MÚSICAS QUE MARCAM: It Is Well With My Soul
FONTE: www.nextsongs.wordpress.com

Quem acompanha músicas comumente do hinário americano ou a liturgia de suas igrejas, certamente deve ter ouvido alguma vez a canção “It Is Well With My Soul”.
Mas o que poucos realmente sabem é o contexto por trás dessa bela música, que ela retrata momentos da vida de seu autor.
“It Is Well With My Soul” foi escrita por um advogado de Chicago, Horatio G. Spafford.
À primeira vista deve-se pensar que para escrever uma canção de adoração intitulada ‘Tudo Está Bem em Minha Alma’ você tem que no mínimo ser um rico e bem-sucedido advogado de Chicago.
Mas as palavras: “Quando tristezas agitarem como vagas do mar […] tudo está bem em minha alma” não foram escritas durante o período mais feliz da vida de Spafford.
Pelo contrário, elas vieram de um homem que sofreu uma tragédia pessoal quase inimaginável.
Horatio G. Spafford e sua esposa, Anna, eram muito bem conhecidos na Chicago da década de 1860.
E isso não apenas por causa da carreira de advogado e dos esforços nos negócios.
Os Spafford eram também proeminentes apoiadores e amigos próximos de D. L. Moody, o famoso pregrador.
Em 1870, contudo, as coisas começaram a ir mal.
O filho único dos Spafford morreu de escarlatina com quatro anos de idade.
Um ano depois, foi o fogo em vez da febre que o golpeou.
Horatio investiu pesado em propriedades nas margens do Lago Michigan.
Em 1871, cada um desses investimentos foi varrido pelo grande Incêndio de Chicago.
Ciente do impacto que esses desastres causaram na família, Horatio decidiu levar sua esposa e quatro filhas para passar férias na Inglaterra.
E não só eles precisavam descansar – D. L. Moody precisava de ajuda.
Ele estava viajando pela Britânia em uma de suas grandes campanhas evangelísticas e Horatio e Anna planejaram se juntar a Moody no final de 1873.
Assim, os Spafford viajaram para New York em novembro, de onde seguiriam no vapor francês ‘Ville de Havre’ através do Atlântico.
Assim que iam subir a bordo, um negócio de última hora forçou Horatio a se atrasar.
Sem querer arruinar as férias da família, Spafford persuadiu-os a continuar a viagem como planejado.
Ele seguiria posteriormente.
Decidido isto, Anna e suas quatro filhas navegaram para leste em direção a Europa enquanto Spafford retornou para oeste, para Chicago.
Só nove dias mais tarde, Spafford recebeu um telegrama de sua esposa em Wales e ele dizia: “Sobrevivi sozinha.”
No dia 02 de novembro de 1873, o ‘Ville de Havre’ colidiu com ‘O Lochearn’, uma embarcação inglesa.
‘Ville de Havre’ afundou em apenas 12 minutos, ceifando a vida de 226 pessoas.
Anna Spafford permaneceu bravamente no convés com suas filhas Annie, Maggie, Bessie e Tanetta se agarrando desesperadamente a ela.
Sua última lembrança foi de seu bebê sendo arrancado violentamente de seus braços pela força das águas.
Anna só escapou do destino de suas filhas por causa de uma prancha de madeira que flutuou sob seu corpo inconsciente e a manteve na superfície.
Quando os sobreviventes do naufrágio foram resgatados, a primeira reação da Sra. Spafford foi de completo desespero.
Então ela ouviu uma voz lhe dizendo: “Você foi poupada por um propósito”.
Imediatamente se lembrou das palavras de um amigo: “É fácil ser agradecido e bom quando você tem tanto, mas cuidado pra não ser um amigo-de-tempo-bom de Deus.”
Ao ouvir a notícia terrível, Horatio Spafford embarcou no primeiro navio pra New York para se juntar a sua esposa enlutada.
Bertha Spafford (a quinta filha de Horatio e Anna, nascida depois) explicou que durante a viagem do seu pai, o capitão do navio o chamou para a sala de controle, dizendo: “Um cálculo cuidadoso foi feito e eu creio que estamos agora passando pelo lugar onde o ‘Ville de Havre’ naufragou. A água tem três milhas (4,82 km) de profundidade.”
Horatio então retornou à sua cabine e redigiu a letra desse grande hino.
As palavras que Spafford escreveu naquele dia vêm de 2º Reis 4:26.
Elas ecoam a resposta da mulher sunamita à morte repentina de seu único filho.
Embora nós saibamos que “sua alma estava em amargura”, ela ainda manteve seu “tudo está bem”.
E a canção de Spafford revela um homem cuja confiança no Senhor era tão à prova de oscilações como a dela.
Sua adoração não dependia apenas do que ele sentia.
“Qualquer que seja minha  porção”, ele diz, faça chuva ou faça sol, prazer ou dor, sucesso ou fracasso, “Tu me ensinaste a dizer: Tudo está bem, tudo está bem em minha alma.”
O manuscrito original possui apenas quatro versos, mas a filha de Horatio afirma que o quarto verso foi adicionado depois e que a linha final foi ligeiramente modificada.
A melodia, escrita por Philip Bliss, foi intitulada ‘Ville du Havre’, o mesmo nome do navio no qual ocorrera o acidente.
Após o naufrágio do ‘Ville du Havre’, Anna deu à luz mais duas filhas e um filho.
Em 11 de fevereiro de 1880, esse seu único filho, também chamado Horatio, morreu com quatro anos de idade, por escarlatina (doença infecciosa causada por bactéria).
Em agosto de 1881, os Spafford fundaram em Jerusalém uma sociedade utópica nomeada Colônia Americana.
Membros da colônia, juntos com cristãos suecos que posteriormente se uniram a eles, iniciaram um trabalho filantrópico entre o povo de Jerusalém, independentemente de religião.
Com isso ganharam a confiança de comunidades muçulmanas, judias e cristãs do local.
Durante e logo após a Primeira Guerra Mundial, a Colônia Americana (localizada na área da frente oriental da guerra) teve um papel fundamental no apoio a estas comunidades, trabalhando em hospitais, orfanatos e preparando refeições, dentre outras obras de caridade.
Spafford faleceu em 16 de outubro de 1888, com malária, sendo enterrado em Jerusalém.
“Em It Is Well”, o eu lírico se foca nele mesmo.
Ele focaliza o que Deus já fez (Ó bênção deste glorioso pensamento, Meu pecado … está pregado na cruz e eu não o carrego mais) e o que Deus fará no futuro (Senhor, vem o dia quando minha fé será vista, a trombeta ressoará e o Senhor descerá).
De fato, a adoração de Spafford nos traz de volta ao resultado final: ao fim do dia, venha o inferno ou o dilúvio, é “essa bendita segurança” que nos mantém firmes!

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