sábado, 13 de dezembro de 2008

Como dizer não?

Em um momento de louvor em minha igreja (AD em Itaperuna-RJ) nasceu essa poesia...


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Há um grito que não se ouve. 
Há um extravasar que se esconde. 
Há uma lágrima que não irrompe. 
Há uma dor que não se sente. 
Há uma expressão que não foi vista. 
Há uma sensação que não foi tocada. 
Há uma verdade reprimida. 
Há uma realidade restrita. 


Aonde? 
Onde? 
Por quê? 
Como? 


Para quê a indagação? 
Ela não trará a solução. 
Somente conseguirá mostrar que o “não” 
é a resposta que está no coração. 
Aos pés da cruz é o lugar que se deve estar. 
Pois ali o tudo pode se encontrar. 
Ali está o solucionar. 
Ali no calvário está a resposta 
para a indagação que no interior é imposta. 
Ali na cruz foi realizada a conquista 
da vitória que ainda não é sentida. 
Não sentida, pois se busca outros meios. 
Busca-se sempre estar nos devaneios, 
nos pesadelos tão irreais e de medo cheios. 
Os passos que são dados são de receios. 
Olhar para a cruz sempre devemos 
e todo nosso ser rendermos. 
Pois quando em total nós crermos, 
a Paz para o caminhar receberemos.

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