sábado, 29 de novembro de 2008

Uma jornada...

“Liberte os que estão sendo levados para a morte;
socorra os que caminham trêmulos para a matança!” (Pv 24.11)


O caminhar era lento...
Passos sendo dados sem ser percebido o caminho
ou, até mesmo, o que estava ao redor.
Pensamentos mil povoavam a mente,
mas não tinham afirmações concretas
de uma devoção total ao Senhor.
Quando surgiam as intempéries,
procurava esconder-se no abrigo mais próximo que encontrava,
sem procurar saber se era realmente seguro.
Não havia temor ou sentimento de confiança.
Seguia andando,
obedecendo apenas ao ritmo moroso dos passos,
sem aumentar o compasso ou diminuir o descaso.


Mas, espere!
Ouviu um grito...
Parou.
Prestou atenção. 
Pois apesar de ser um grito, 
era incompreensível o seu dizer. 
Afinal, eram gritos... 
E de onde eles vinham não era possível ver de quem eram, 
pois vinham da direção escura da estrada onde caminhava. 
Os gritos eram diversos, 
mas transmitiam o mesmo sentimento: MEDO. 
O caminhar foi, a partir de então, modificado.
Reconheceu ser um representante do Reino 
e que tinha em suas mãos uma Lâmpada, 
capaz de iluminar aquela escuridão de onde vinham tais gritos. 
E o que viu? 
Vidas e mais vidas, 
caminhando acorrentadas em grilhões malignos 
e sendo conduzidas ao abismo da total separação. 
Correu. 
Não podia permitir que morressem. 
Correu. 
Não podia mais ficar indiferente. 
E o seu caminhar tornou-se a expressão exata 
do querer de Deus para si aqui na terra. 
E, até o fim, com quem encontrasse, 
revelou o Único meio de estar seguro: Cristo.

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