quinta-feira, 1 de março de 2012

O grito da alma:

"Quem me dera tivesse asas como a pomba voaria até encontrar repouso!" (Salmo 55.6)


Na jornada da vida,
no caminho nela galgado,
existem alguns percalços
que assolam o nosso ir.
E quando é dura a lida
ou há a infelicidade do pecado,
nossos pés parecem descalços
e o andar é uma dor a se sentir.


O sonho em pesadelo se torna
e revela apenas medo, temor.
À frente vê-se apenas um precipício,
ao redor achega-se a escuridão.
Jorram os olhos uma água morna,
mas procura não se expor.
Não há da alegria um resquício
e o grito da alma ecoa na solidão.


O desejo é um misto de fuga e busca,
de ânsia por um descanso.
Não se quer nada no material,
mas a alma apenas saciar.
Então a Verdade não se ofusca
e ouve-se um som manso,
que dissipa a nuvem do mal
e mostra como deve ser o caminhar.


Diz à alma suavemente,
em meio ao turbilhão que angustia:
“Venha a Mim, ó alma cansada, sofrida,
o descanso Eu posso lhe dar!
Sei tudo o que se passa em sua mente
e o seu gemido Eu sempre ouvia.
Conheço até aquela dor que é escondida
e que você acha não ter como sarar.


Eu lhe amo antes mesmo do seu nascer,
conheço o instante em que você foi gerado
e sua história Eu tenho em minha mão.
Ó alma, sei qual é a sua necessidade!
Sou quem veio aqui para poder sofrer
tudo o que lhe estava reservado
por causa da angústia da maldição.
Não há porque viver na infelicidade.


Basta aceitar ao meu convite,
ouvir ao meu chamado.
Nas asas da salvação voar
e encontrar em meus braços o remanso.
Sou o seu Salvador, seu Ouvinte,
sou da sua alma o Amado,
sou o Único que lhe pode salvar,
sou Jesus Cristo, seu descanso.”

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